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Mostrando postagens de Agosto, 2009

Crianças no Teatro por Robson Rosseto

O teatro contemporâneo para crianças busca resgatar o prazer para quem faz e para que vê, sentimento que ficou à margem em tempo recente. Com ênfase, a perpetuação de temas ditos pedagógicos e moralizantes foi uma tônica no campo do teatro para criança. Ainda é recorrente escutar afirmações reiterando a importância dos temas/ recortes voltados para as crianças, principalmente no campo da educação. Esse ranço esteve e ainda está muito vinculado com estereótipos culturais e a predominância do bem e mau, trazido com destaque para os personagens. Esta idéia parece que foi o fio condutor das encenações voltadas para o público de pessoas com pouca idade durante muito tempo, e ainda vigora em algumas realidades. Neste sentido, cabe uma reflexão sobre o lugar da criança no meio social e a cultura que permeia o seu entorno. A invenção da infância posta pela sociedade moderna, especialmente no âmbito educacional, estabeleceu regras para o teatro na escola, com único objetivo de ensinar por mei…

LEITURAS DE NOVAS DRAMATURGIAS

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No dia 21 de agosto, conforme previsto no projeto que sustenta esta insvestigação, tivemos a leitura de três textos de teatro dirigidos à infância.
Estes textos foram selecionados após uma convocatória que propõem aqueles que se dedicam à arte da escrita participar de nosso banco de textos virtual, para que os mesmos possam ter visibilidade e chegarem ao conhecimento de quem investiga a arte teatral para este segmento.


Os textos selecionados foram:
O VÔO DA BORBOLETA, de Caroline Casagrande AS ESTRANHAS AVENTURAS DE RUDE PAÇOCA - de Loli Láctea e O HOMEM DO BANCO BRANCO E A AMOR-EIRA - de Leo Moita
Os dois primeiros textos foram lidos por atores da Cia. do Abração.
A última leitura teve a participação da Cia. Filhos da Lua, sob a competente e criativa batuta de seu diretor Renato Perré.
Na ocasião, além dos pesquisadores da Cia. do Abração, de Renato Perré e Cia. Filhos da Lua, também estiveram presentes Fátima Ortiz e Cia. Pé no Palco, Luciano Bookman, professor da Faculdade de Artes do Pa…

Refletindo

O que em cada um de nós é pureza, ou organicidade?

O que é genuíno?
O que é sincrético? Misto da convivência cada vez mais acelerada, profunda ou superficial entre culturas diversas?
Quais são os nossos mitos? Os códigos, os princípios que nos mantém unidos?
Quais histórias estamos contando? Quais são os conflitos que sustentam nossa dramaturgia coletiva? Quais são os desafios que nos instigam a construir essas histórias?
Fazendo tantas perguntas, não tão ocupados em achar respostas senão, engajados em repensar nossas vidas e o trabalho que delas emana. Perguntas que nós lançam na fascinante descoberta de novas perguntas e enquanto seguimos por este, muitas vezes árduo mas também prazeroso caminho, vamos construindo nossa história de grupo de teatro de grupo, e entendendo profundamente o dizer do poeta: “o caminho se faz ao caminhar”.
Hoje, na prática, somos um grupo que trilha um caminho próprio, sem se preocupar com o que vão pensar ou dizer sobre nós. Livremente confinados em nosso espaç…