Simão Cunha.
Aluno de Artes Cênicas da FAP - Faculdade de Artes do Paraná e Aluno colaborador da Cia. do Abração.

"Oxe! Quem sou eu pra opinar num blog tão sério? Sou Simão Cunha, estudante de Licenciatura em Teatro e com uma experiência tão frágil no teatro que seria até uma “afronta” escrever aqui... mas, vamos tentar!

Acompanhei todo o evento de Investigação de teatro para Crianças da Cia. do Abração e fico feliz de ver que uma cidade como Curitiba se preocupe tanto com uma arte voltada para a construção de seres e cidadãos, não só com raciocínios lógicos e metódicos, mas com uma humanização que trabalha a imaginação, a fantasia. Uma questão séria, mas que não se volta àquelas visões tradicionalista que muitas escolas e famílias impunham.

Com tantas discussões que participo sobre teatro-educação parece-me que tudo pode ser repetitivo quando escrevemos e comentamos algo. Enfim, podemos perceber o quão é impressionante a relação tão recente do teatro com a criança. Para falar isto, me baseio nos debates e palestras do evento e, principalmente, na fala de Fátima Ortiz, no dia 10 de março de 2007. Na sua exposição, Fátima diz que, o teatro para crianças tem início, no Brasil, por meados de 1950, com o texto “O casaco encantado” de Lúcia Benedetti. Mas o que acontecia antes? Digo que é impressionante, pois a literatura infantil, ou para crianças, parece-me ser bem mais antiga; mas não é só isso, é questionável principalmente pelo fato de que criança sempre existiu e teatro também (é inseparável, é inerente!).

Voltando para “a criança como espectador”, questiono-me sobre o que era assistido antes de 1950 por crianças em teatro. Respostas viriam em pesquisas, com certeza, mas o que me proponho é uma reflexão em “pensamento lateral”, não acadêmica. Assim, talvez podemos dizer que anteriormente era produzido um teatro sem distinção de faixa etária, em que as crianças iam aos mesmos espetáculos assistidos por adultos. A partir disso, pensamos o grau de significância que a proposta da Cia. do Abração em seu repertório, bem como de outras companhias do mundo todo, por um teatro “para crianças de todas as idades” tem nas produções artísticas. É como se voltássemos ao tempo que “não existia” teatro para crianças, mas, hoje, sendo o contrário: um teatro baseado em todas características de crianças, apreciado por todas faixas-etárias. Isso é um máximo! Que maravilha! É como um ciclo, que em cada volta se aperfeiçoa, criando mais sustentação às ideologias que nos sustentam...
É DISSO QUE PRECISAMOS, MAIS EVENTOS COM ESTA PROPOSTA.

Parabéns à Cia. do Abração e todos que participaram deste honroso evento!"

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